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TERRAS SEM SOMBRA

FESTIVAL DO ALENTEJO

21.ª TEMPORADA
AUTORAS, INTÉRPRETES, MUSAS:
O ETERNO FEMININO E A CONDIÇÃO DA MULHER NA MÚSICA (SÉCULOS XIII-XXI)
MARÇO A DEZEMBRO DE 2025

​“O Alentejo não tem sombra

senão a que vem do céu;

Assente-se aqui, menina,

à sombra do meu chapéu.”

 

(moda popular)

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Próximo Concerto:

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​05/04 — 21:30

FIGUEIRA DE CAVALEIROS

Lagar da Herdade do Marmelo​​

O Barroco, essa Casa Comum:
Música Europeia dos Séculos XVII e XVIII

ENSEMBLE GIARDINO DI DELIZIE

EWA ANNA AUGUSTYNOWICZ
Direcção Musical

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Sob os auspícios da Primavera, Festival Terras sem Sombra ruma a Ferreira do Alentejo com Giardino di Delizie e o encanto da música barroca

O concelho de Ferreira do Alentejo acolhe, a 5 e 6 de Abril, o segundo fim-de-semana da 21.ª temporada do Festival Terras sem Sombra

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Concerto com o ensemble ítalo-polaco Giardino di Delizie subordinado ao título

“O Barroco, essa Casa Comum: Música Europeia dos Séculos XVII e XVIII

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Actividade no Património sob o tema

“Em Terras da Deusa Fortuna: A Aldeia e a Freguesia de Alfundão”

 

Salvaguarda da Biodiversidade alerta para uma questão premente:

“Um Tesouro que Permanece in situ: O Solo e o Resgate de Carbono”

O mês de Abril empresta aos campos do Alentejo novas e joviais cores. Ali, onde a sede do Estio sucederá mais tarde ao fulgor da Primavera, impera, por agora, o espanto da floração. É neste Alentejo de brisas suaves, céus de azul límpido e planícies tocadas pelo verde que decorre o segundo concerto da presente temporada do Terras sem Sombra. A 5 e 6 de Abril, o Festival ruma ao concelho de Ferreira do Alentejo para uma noite de esplendor, confiada à mestria do ensemble ítalo-polaco Giardino di Delizie. Um agrupamento inteiramente dirigido e constituído por mulheres, numa justa homenagem ao tema da 21.ª edição do TSS, “Autoras, Intérpretes, Musas: O Eterno Feminino e a Condição da Mulher na Música (séculos XIII-XXI)”. À dimensão musical, juntam-se as actividades do Património, numa visita à histórica aldeia de Alfundão, sede de importante freguesia agrícola, e de Salvaguarda da Biodiversidade, num périplo, em plena, natureza que tem por mote uma questão premente: a preservação do solo e o resgate de carbono. 
 

Nesta apresentação em Ferreira do Alentejo, o Terras sem Sombra conta com o apoio do município local, da Embaixada da República da Polónia em Lisboa e do Instituto Italiano de Cultura. De salientar também o regresso à “comunidade” da Direção-Geral das Artes, cujo apoio contemplou o Festival em 2025.


Um momento de música magistral num cenário inesquecível


Um grande momento de música como aquele que reserva a noite de 5 de Abril (21h30) pede um palco consentâneo. No caso vertente, Giardino di Delizie, ensemble ítalo-polaco dirigido por Ewa Anna Augustynowicz, conta para a sua apresentação com um ambiente cénico único. O Lagar do Marmelo, em Figueira dos Cavaleiros, do Grupo Nutrifarms e com autoria do arquitecto Ricardo Bak Gordon, afirma-se como uma estrutura ultramoderna, obra de perfil visionário, qual embarcação alva a emergir no olival que lhe dá entorno. O momento é de elevação, num concerto intitulado “O Barroco, essa Casa Comum: Música Europeia dos Séculos XVII e XVIII”. As peças de compositores intemporais, como Georg Philipp Teleman, Giovanni Picchi e Johann Heinrich Schmelzer, ressoam nos instrumentos de cordas do Giardino di Delizie, fundado em 2014. 


Composto por especialistas em instrumentos antigos da Polónia e de Itália, formados por eminentes mestres da música antiga, o ensemble Giardino di Delizie assume a missão de redescobrir compositores esquecidos da música instrumental na Roma do século XVII, bem como aqueles que foram inspirados pela Polónia ou que viveram (e trabalharam) na Polónia. Sublinhe-se que este agrupamento já actuou em importantes festivais em Itália e no estrangeiro e gravou sete álbuns para a editora Brilliant Classics e um para Da Vinci Publishing, incluindo primeiras gravações mundiais de obras de Lonati, Colista, Stradella e Mannelli.

Séculos de história contados no património de Alfundão


A anteceder o momento musical, a tarde de sábado, dia 5 (15h00), propõe uma actividade de Património intitulada “Em Terras da Deusa Fortuna: A Aldeia e a Freguesia de Alfundão”. Com ponto de encontro na igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Alfundão, a visita é guiada por Maria João Pina, coordenadora do Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, acompanhada por José António Falcão, historiador de arte. Aos participantes é deixado um desafio, o de calcorrearem as ruas de uma localidade de profundas raízes alentejanas. 
Pequena em dimensão, mas grande em história, Alfundão foi outrora vila e senhorio medieval e guarda vestígios de um passado que se estende da época romana até aos dias de hoje. O seu nome, mais do que provável herança da família Fundana, atravessou séculos, moldado por romanos, mouros e cristãos. Vozes do passado que ressoam nas inscrições dedicadas à deusa Fortuna, testemunhos da presença romana. Durante o período visigótico, ergueu-se ali uma igreja, precursora da actual igreja paroquial, interessante edifício do século XVI. A capela de São Sebastião, a ponte romana e o chafariz contam a história de um tempo em que Alfundão se afirmava como importante centro de comércio.


Olhar o solo numa perspectiva de futuro


O fim-de-semana do TSS em Ferreira do Alentejo encerra com uma acção de Salvaguarda da Biodiversidade. No domingo, 6 de Abril (9h30), a iniciativa subordina-se ao tema “Um Tesouro que Permanece in situ: O Solo e o Resgate de Carbono” e tem como ponto de encontro a igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Ferreira do Alentejo. Luísa Coelho, engenheira agrónoma e doutora em Ciências Agrárias e Ambientais, investigadora do MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, com sede na Universidade de Évora, guiará a atenção dos participantes rumo ao solo, um dos maiores aliados no combate às alterações climáticas. 


O solo actua como um reservatório natural de carbono, absorvendo COâ‚‚ da atmosfera através das plantas e raízes. No entanto, para que essa função seja eficaz, é essencial adoptar práticas que preservem e fortaleçam a sua saúde. Neste contexto, há que sublinhar a importância da agricultura regenerativa, uma das formas mais promissoras de potencializar o resgate de carbono. Ao longo da actividade, os participantes são convidados a conhecer técnicas, como a rotação de culturas, como forma de evitar o empobrecimento da terra; o plantio directo, que reduz o revolvimento da terra; e o uso de adubos orgânicos e compostagem, que enriquecem a fertilidade do solo de forma natural. Uma ocasião notável para reflectir sobre um problema candente da sociedade actual.

PATRIMÓNIO

Em Terras da Deusa Fortuna:
A Aldeia e a Freguesia de Alfundão

Alfundão

BIODIVERSIDADE

Um Tesouro que Permanece in situ:
O Solo e o Resgate de Carbono

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O Festival

Criado em 2003, o Festival Terras sem Sombra é uma iniciativa da sociedade civil que pretende dar a conhecer a um público alargado um território, o Alentejo, que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta, em termos gerais, um dos melhores índices de preservação da Europa.

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Fiel aos valores e à missão que o guiam desde a sua génese, o Festival mantém o carácter itinerante, a tónica na descentralização cultural, a formação de novos públicos, a inclusão e a sustentabilidade. A programação abrange concertos de música erudita, master classes, conferências, visitas ao património cultural e acções de salvaguarda da biodiversidade, todos de acesso gratuito.

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O diálogo entre as grandes páginas do passado e a criação contemporânea, a abertura a jovens compositores e intérpretes, a encomenda regular de novas obras, a transversalidade das artes, a interacção com o mundo científico e tecnológico, o resgate do património musicológico, o conhecimento dos territórios e das comunidades e a visão ecuménica do Sagrado são elementos estruturantes de um projecto que rasga fronteiras.

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Nas últimas temporadas, o carácter internacional do Festival tem-se consolidado com a participação de países convidados (v.g., Estados Unidos da América, Brasil, Espanha, Hungria, República Checa, Bélgica). De igual modo, o desenvolvimento de novos projectos – como o Terras sem Sombras Kids – visam reforçar uma oferta cultural, de carácter lúdico e didáctico, especialmente dirigida a novos públicos e às famílias.

Um Festival, Três Dimensões

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Música

Em cada edição, o Festival Terras sem Sombra programa uma temporada de música erudita que conta com participações internacionais e nacionais.

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Notáveis repertórios, que abarcam da Idade Média à contemporaneidade, são apresentados em igrejas e outros monumentos, eleitos pelo seu valor histórico e pelas condições acústicas, em diferentes concelhos alentejanos. 

Património

O Festival Terras sem Sombra celebra e promove a salvaguarda das expressões identitárias, tangíveis e intangíveis, das gentes e do território.

 

Do Cante à arte chocalheira, do edificado civil e religioso à arqueologia, do montado às práticas piscatórias, o património do Alentejo é objecto de actividades que levam os participantes a conhecer a riqueza e diversidade cultural da região orientados por peritos e guias locais.

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Biodiversidade

O Festival Terras sem Sombra acredita que dar a conhecer a paisagem, os ecossistemas e os recursos naturais dos territórios contribui para a sua valorização e preservação.

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Assim, as comunidades locais, o público e os artistas são convidados a participar em acções que, em plena natureza, visam dirigir o olhar para os aspectos mais críticos, interessantes e genuínos dos territórios com vista à sensibilização para a salvaguarda da biodiversidade.

Missão

  • ​Descentralizar a oferta cultural e artística em territórios de baixa densidade 

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  • Integrar o Alentejo nos roteiros culturais, artísticos europeus e reforçar a identidade da região

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  • Formar, consolidar e diversificar os públicos

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  • Divulgar e salvaguardar a memória e sensibilizar para a protecção da biodiversidade

Valores

  • Respeito e genuinidade na defesa e valorização da região e suas gentes

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  • Empatia e inclusão na compreensão das singularidades do território

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  • Acessibilidade e igualdade perante todos os públicos

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  • Cooperação e solidariedade com todos os agentes externos e internos ao Festival​

Missão e Valores

Objectivos de Desenvolvimento Sustentável

O TSS é reconhecido pelo seu impacto positivo na sociedade. Para além de divulgar a música, o património e a biodiversidade, o Festival promove a acessibilidade, a inclusão, a equidade e a sustentabilidade. Opera de forma ética e envolve as comunidades locais – em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.


A oferta musical e as atividades de património e salvaguarda da biodiversidade refletem o compromisso de oferecer uma programação diversificada e de qualidade, com entrada livre e gratuita, a públicos em territórios de baixa densidade.


Acreditamos na importância da música e do conhecimento para melhorar a vida dos indivíduos e o bem-estar social. Procuramos ampliar o acesso à cultura e destacar o poder transformador da música.

ODS

Prémio Internacional Terras sem Sombra

O Festival está ligado à atribuição anual do Prémio Internacional Terras sem Sombra. Instituído em 2011, este prémio é destinado a homenagear uma personalidade ou uma instituição que se tenham salientado, a o nível global, em cada uma das seguintes categorias: a promoção da Música; a valorização do Património Cultural e a salvaguarda da Biodiversidade.


O Prémio consta de um diploma e de uma obra de arte encomendada a um artista contemporâneo, sendo entregue, no final da temporada, numa cerimónia formal presidida por uma personalidade de renome nacional ou internacional.

Apoios

País Convidado

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ESTRUTURA FINANCIADA POR

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PARCEIROS INSTITUCIONAIS

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PARCEIROS CIENTÍFICOS E CULTURAIS

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PARCEIROS MÉDIA & DIVULGAÇÃO

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