Uma Breve Eternidade: Emoção e Comoção

na Música Europeia

(Séculos XII-XXI)

Biodiversidade.

Biodiversidade em 2019

Biodiversidade em 2020

Funcionando, ao mesmo tempo, como causa e como efeito de um novo capítulo na vida artística, cultural e religiosa do Alentejo, o Festival Terras sem Sombra apresenta, desde a sua génese, uma reunião de sinergias, pouco vulgar entre nós, que permite muitas formas de ver e, principalmente, de sentir o território a que está ligado. Um espaço onde marcam presença idiossincrasias e patrimónios diversos, mas complementares. Não nos ensinou Mário Ruivo, afinal, que natureza e cultura equivalem a duas faces da mesma moeda?

Multiplicidade e pluralidade de perspectivas são, de resto, esteios fundamentais de uma proposta que, independentemente de se haver tornado já um dos rostos mais conhecidos da região, não existe só por si, nem se centra apenas no universo da arte. Pelo contrário, abre-se a causas relevantes para a sociedade actual, mormente aquelas onde o voluntariado possa despertar pequenos gestos que ajudem a marcar a diferença.

Detendo um formidável conjunto de recursos biodiversos, Portugal enfrenta grandes responsabilidades, a nível global, para os conservar e valorizar adequadamente. Esta tarefa – nunca é demais lembrá-lo – assume a maior relevância no Alentejo, uma dos “unidades geográficas” com mais altos índices de preservação do Sul da Europa, apesar dos reptos muito significativos que a desertificação do interior rural e a concentração de habitantes e actividades no litoral levantam.

Ao abrigo de protocolos de cooperação com instituições presentes in situ, o Festival promove, no dia seguinte a cada concerto, acções-piloto de salvaguarda da biodiversidade. Estas permitem que voluntários de origens ou perfis diversos (músicos, espectadores, staff, cientistas, técnicos, decisores, residentes, etc.) colaborem, ombro com ombro, em iniciativas úteis à conservação da natureza. Tarefas simples, mas que encerram toda uma mensagem dirigida à opinião pública.

Em 2011, quando o Terras sem Sombra lançou as primeiras actividades de preservação dos recursos biodiversos, sob a égide do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, este trabalho foi recebido com alguma ironia, por parte tanto de certas fileiras da Igreja, como de certos serviços do Estado. As autarquias locais e a sociedade civil, no entanto, aperceberam-se do seu alcance e prestaram-lhe o maior apoio. Roma também se interessou pelo voo, ao princípio solitário, dessa rara avis.

Breves anos decorridos, a carta encíclica Laudato si’, publicada pela papa Francisco em 2015, integraria, a par de contributos científicos oriundos das cinco partes do mundo, o fruto de uma discreta, mas oportuna consulta ao festival alentejano. Hoje, as acções de voluntariado ambiental tornaram-se um dado adquirido, e a inovadora metodologia preconizada pelo Terras sem Sombra oferece uma fonte de inspiração a muitos outros projectos.

José António Falcão
Director-Geral

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